14/8 - DIA DO PROTESTO
REVOLUÇÃO PERNAMBUCANA
Toalha de mesa virou bandeira contra monarquia
Em 1817, quase cinco anos antes do grito do Ipiranga e 70 do fim da monarquia, Pernambuco tornou-se uma república independente. O movimento republicano estourou com 200 soldados e logo agregou milicianos de todos os cantos, numa mistura de uniformes. Depois de libertar conspiradores da cadeia, a primeira missão era conquistar o prédio do Erário do Recife – o cofre do governo.
Os revoltosos, no entanto, perceberam que tinham queimado todos os panos com símbolos portugueses. Não havia nenhuma bandeira a levantar. Um tenente foi incumbido de correr ao mosteiro de Santo Antônio, ali perto, e conseguir alguma coisa com os frades. Voltou com duas toalhas de linho branco, devidamente benzidas. Na ponta de lanças, viraram estandartes.
As duas colunas de soldados não precisaram nem se mexer. Num golpe de esperteza, os republicanos mentiram o número de sua tropa aos representantes da Coroa, que deram a batalha por vencida. E naquela noite o branco se estendeu pelo Recife. Tecidos balançavam sobre telhados de residências, hospitais, conventos e mercados. A República de Pernambuco foi instalada. No governo provisório, representantes dos comerciantes, dos militares, dos padres.
Pouco a pouco, outras cidades e vilas também hastearam a bandeira branca, então símbolo da liberdade. Mas a revolução teve vida curta. Depois de 75 dias, foi sufocada por reforços enviados do Rio de Janeiro.
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Saiba Mais A Noiva da Revolução, de Paulo Santos de Oliveira (Comunigraf, 2007).
Tags: Erário, Recife, República, Revolução Pernambucana



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