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- Junho de 2006
E O ALMANAQUE
FOI PARAR NA TEVÊ!

O armazém da memória nacional festeja sete anos e salta das páginas da revista para a telinha. Para o ministro Gilberto Gil, é “uma possibilidade de novos olhares para a sociedade e a cultura brasileiras”.
Pode até haver quem ruborize, por vergonha ou raiva. Quem, por preconceito ou ignorância, não escute. Ou ainda os que ironizem: afinal, para que uma revista gastar tantas páginas com “ufanismos” e “velharias”? No entanto, há também quem encha o peito; quem concorde que, apesar de tantas mazelas, temos, sim, muito do que nos orgulhar. Sem nunca perder o olhar crítico. Sem deixar de tecer, no rolar dos carretéis, a linha que explica nosso tempo, juntando passado, presente e futuro.
Ao longo de 87 edições, passaram pelas páginas deste ALMANAQUE as personalidades mais importantes – ilustres brasileiros ou ilustres desconhecidos – e os fatos mais interessantes ou curiosos da história do Brasil. A revista se tornou, no melhor sentido, um vulgarizador da memória nacional. “Contamos a boa história do País e trabalhamos pelo resgate da nossa cultura. Nossa missão sempre foi lembrar o Brasil aos brasileiros”, explica seu criador, Elifas Andreato.
Lá se foram sete anos, comemorados com gosto especial: o ALMANAQUE BRASIL saltou das páginas da revista para a tela da tevê. Desde maio, recheia a programação da TV Cultura. O projeto resulta de parceria entre a Andreato Comunicação & Cultura, que edita a revista, a TV Cultura e a Aldeia Produções, de Belo Horizonte. A música da vinheta de abertura, original e exclusiva, foi composta por Tom Zé.

MAIS BRASILIDADE NA TELA
Cada programa dura dois minutos e é exibido diversas vezes ao longo da semana. Produzido com a técnica de recorte e colagem animada, apresenta personagens e histórias do País bem ao modo do ALMANAQUE – de maneira ágil e divertida. O resultado das primeiras transmissões, no dia 21 de maio, foi animador: “A cada inserção, a audiência saltava de 1,2 para 3,4 pontos”, conta Mário Parreiras, do Departamento de Relações Institucionais da TV Cultura. Cada ponto de audiência equivale a 52,3 mil domicílios na Grande São Paulo.
“Nos sentimos mais brasileiros quando lemos a revista”, diz Marcos Mendonça, presidente da Fundação Padre Anchieta, mantenedora da TV Cultura. “Por isso há muito tempo eu queria levar o ALMANAQUE para a televisão, mas achava difícil reproduzir a mesma qualidade na versão eletrônica, feita para a tevê. Felizmente conseguimos.”
Nesta fase, o programa faz parte do Cultura no Intervalo, projeto que pretende inserir conteúdo educativo e cultural entre os comerciais veiculados pela emissora. Mas logo deve transformar-se em programa de meia hora, com entrevistas, reportagens especiais, perfis e curiosidades. Ou seja: um verdadeiro almanaque eletrônico. “É um projeto de alta dimensão que, sem sombra de dúvida, vai dar mais qualidade ao que já fazemos e agregar valor à TV Cultura”, afirma Mendonça.
E para quem viaja de TAM, outra boa notícia. O presidente da companhia, Marco Antonio Bologna, anunciou a intenção de levar o ALMANAQUE na tevê também para os vôos da empresa.
NOVOS OLHARES
Os primeiros programas foram apresentados na festa de aniversário de sete anos do ALMANAQUE BRASIL. Realizada no último 25 de abril, reuniu no MAM, Museu de Arte Moderna de São Paulo, cerca de 300 convivas, entre colaboradores, parceiros, leitores e personalidades dos meios cultural, artístico e empresarial.
Uma mesa com mediação de Elifas Andreato reuniu o ministro da Cultura Gilberto Gil; Milú Villela, presidente do MAM e do instituto Itaú Cultural; Marco Antonio Bologna; e Marcos Mendonça. O encerramento ficou por conta do show de Renato Teixeira. Em sua fala, Gil destacou o novo formato do ALMANAQUE, “uma possibilidade de novos olhares para a sociedade e a cultura brasileiras”. Já Milú Villela disse ter certeza de que o ALMANAQUE na tevê “vai continuar sendo a publicação criativa que hoje é objeto de desejo de todo passageiro da TAM”.
JÁ NO AR:
ALMANAQUES:
E O MUNDO FICA MAIS SABIDO
Primeiro da série, o programa narra desde o encontro de camelos que gerou o nome “almanaque” até a chegada do ALMANAQUE BRASIL na televisão. E anuncia: “Vêm aí muitas outras histórias de almanaque”.
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PETRÓLEO: DO GALINHEIRO
DE DONA BENTA À AUTO-SUFICIÊNCIA
Petróleo no Brasil, diziam, só na imaginação de Monteiro Lobato, que fez jorrar ouro negro em pleno Sítio do Pica-Pau Amarelo. E não é que, anos depois, foram encontrar petróleo justamente num lugar chamado Lobato?
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SANTOS DUMONT:
O HOMEM VOA?!
A trajetória do primeiro aviador da história, que há 100 anos deu asas à humanidade. Nascido em fazenda paulista, flutuou 60 metros pelos céus parisienses em sua primeira experiência com o 14 Bis.
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OBSERVATÓRIO ASTRONÔMICO:
AS CONQUISTAS DO BRASIL HOLANDÊS
Maurício de Nassau não trouxe apenas tropas para a capital pernambucana, mas também um astrônomo. No teto do seu palácio, implantou o primeiro observatório astronômico do Hemisfério Sul e das Américas.
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BENJAMIM GUIMARÃES:
O ÚLTIMO VAPOR DO MUNDO
Fabricado nos Estados Unidos em 1913, o navio já deslizou pelas águas do Mississipi de Mark Twain, carregou pracinhas brasileiros na Segunda Guerra Mundial e agora navega tranqüilo pelo Velho Chico.
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ELAS VOTAM: PEQUENAS HISTÓRIAS DA MULHER NA VIDA POLÍTICA NACIONAL
Jogando panfletos de um avião, Bertha Lutz atingiu em cheio o governador do Rio Grande do Norte. Quem diria? Foi lá que surgiram nossa primeira eleitora e a primeira prefeita eleita da América Latina.
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