O desejo de saber quem somos sempre foi um desafio para Fernanda Montenegro. Talvez por causa do silêncio que essa busca costuma encontrar como resposta, Fernanda optou pela carreira de atriz.
Nada mais do que 25 capítulos, que duravam em média 15 minutos. Assim nasceu a primeira telenovela brasileira. Sua Vida me Pertence, de Walter Forster, ia ao ar ao vivo, duas vezes por semana. No elenco, Vida Alves, Lia de Aguiar, José Parisi, Dionísio Azevedo, Lima Duarte, Néa Simões, João Monteiro, Tânia Amaral, Astrogildo Filho.
Resultado de diversas invenções, a tevê surge na década de 1920 e chega ao Brasil em 1950. No mês em que se comemora o Dia da Televisão (22/11), lembramos personagens marcantes e episódios pitorescos dos primeiros anos desse veículo que mudou o País, e que o mega-empresário das comunicações Assis Chateaubriand chamava de “o mais subversivo do século”.
Ernesto Varela era repórter de mentira, criação do jornalista de verdade Marcelo Tas. Na década de 1980, com perguntas diretas, desconcertava fi guras da política. Certa ocasião, interrompeu entrevista coletiva com o governador paulista Orestes Quércia perguntando se ele se achava parecido com o ator americano Robert Redford. “Eu não”, respondeu Quércia, visivelmente constrangido. E, para Paulo Maluf: “Por que todos dizem que o senhor rouba?”, ao que Maluf riu e saiu andando.
Todo domingo, às 20h, as famílias brasileiras reuniam-se para acompanhar as peripécias de outra família: a Família Trapo.
Não há razão para gastar muita tinta e papel fazendo a apresentação. Ela dispensa. Como atriz, há tempos é cara mais do que conhecida – pelas novelas, programas de humor, minisséries ou cinema. Mas ela não se contenta. Quer mais
Gilberto Gil rodopiava e ria cantando Batmacumba. Caetano Veloso plantava bananeira; deitado no palco, sem que as guitarras dos Mutantes parassem, emendava com É Proibido Proibir.
“Só estou levantando o olho da máquina de escrever pra botar colírio.” A tirada impiedosa consigo mesmo revela como era dura a jornada de trabalho de Sérgio Porto, ou Stanislaw Ponte Preta.
A literatura brasileira sempre rendeu coisa boa na tv. O melhor exemplo é a novela Escrava Isaura. Adaptação do popular romance de Bernardo Guimarães, mineiro de Ouro Preto, nascido em 15 de agosto de 1825.
Um friozinho na barriga – como vai ser? O que vão me dizer? Vai dar certo? Tudo isso passava pela minha cabeça quando eu entrava pelo corredor, passando pela barbearia do Lao e seguindo em frente, e perguntando à primeira pessoa que me pareceu amigável: – Por favor, onde eu encontro o Cassiano?