Está ficando sério. Por mais que se tente evitar as pragas eletrônicas, que se atualize o antivírus, uma hora atacam e os prejuízos são enormes, principalmente para empresas, que perdem informações diariamente.
Nascida em torno de um colégio jesuítico, em 1554, desde muito cedo, São Paulo foi povoada por gente de toda parte. A partir da instalação da Faculdade de Direito (1827) e da estrada de ferro (1867), a cidade ganhou ânimo urbano.
Que dupla! Mesmo sobrenome, origens diversas, e o mesmo amor desbragado por São Paulo e pelo Brasil. Mário (1893-1945), pobre, pai tipógrafo e jornalista; Oswald (1890-1954), rico, avô desembargador, pai vereador e negociante.
Tinha quatro anos ao desembarcar em São Paulo, vindo do interior. Família italiana. Aos 6, convenceu o pai a comprar uma sanfona. Aos 10, animava bailes. Passou a apresentar-se em programas de rádio.
Cheguei a São Paulo no fim dos anos 1950 para me juntar à família, que tinha vindo para tratar de uma doença de meu pai. No Anastácio, zona oeste da capital, dividíamos uma casa com outra família e com o senhor Sabas, de quem já falei aqui.
Numa incerta época tive a presunção de conhecer a cidade de São Paulo como a palma de minha mão; depois, como a sola de meus sapatos. Como me enganava.
São Paulo, 1880. Surgem indústrias. Chegam imigrantes europeus. Em 1895, dos 130 mil habitantes, 71 mil eram estrangeiros. A grande massa é formada por italianos, e nas ruas ouve-se mais a língua deles que a nossa.
A menos que a pessoa use monóculo ou pincenê, não conheço ninguém que ainda fale pizza à napolitana. Pizza à napolitana é arcaísmo. Talvez conste no dicionário do Antenor Nascentes, mas é curiosidade histórica. Se uma das pizzarias que abundam na cidade (estou falando de São Paulo, claro) anuncia a melhor pizza à napolitana do bairro, vá com calma.
No Brasil, um dos maiores países cristãos do mundo, corre a história de Saulo, nascido no ano 10 de nossa era, em Tarso, Cilícia, na atual Turquia.
Em 25 de janeiro de 2004, São Paulo faz 450 anos. A quarta maior cidade do mundo, atrás apenas de Tóquio, Cidade do México e Bombaim (Índia), em quatro séculos e meio passou dos 80 habitantes aos atuais 10 milhões e meio.