Que dupla! Mesmo sobrenome, origens diversas, e o mesmo amor desbragado por São Paulo e pelo Brasil. Mário (1893-1945), pobre, pai tipógrafo e jornalista; Oswald (1890-1954), rico, avô desembargador, pai vereador e negociante.
Literatura, pintura, música, cinema, tapeçaria, escultura, arquitetura, fotografia. Tem de tudo na Caixa Modernista, lançada em parceria pelas editoras da Universidade de São Paulo, Universidade Federal de Minas Gerais e Imprensa Oficial do Estado de São Paulo.
Em 1929, nas palavras de Raul Bopp, “a arca antropofágica encalhou”. E se as coisas não caminhavam bem para o Modernismo, também entre o casal Tarsila do Amaral e Oswald de Andrade a vida começava a desabar. Patrícia Galvão, a polêmica Pagu, na época com 18 anos, era presença constante no dia-a-dia do casal. Cercada [...]
Em 1972, para comemorar os 50 anos da Semana Modernista, organizamos, com os Centros Acadêmicos da Universidade de São Paulo, um mês de exposições e espetáculos no auditório da Fundação Getúlio Vargas.
Precursor. Esta é a definição mais precisa sobre o paulistano que criou o Modernismo numa cidade quase provinciana. Liderou uma semana de arte que revolucionou o País. Publicou manifestos até hoje atuais. Escreveu livros e peças de teatro. Foi inspiração para diversos movimentos de vanguarda. E, sobretudo, ajudou a moldar uma nova cara para a [...]
Mário de Andrade e Oswald de Andrade, figuras masculinas e literárias principais da Semana de Arte Moderna de 1922, tiveram um contraponto em Tarsila do Amaral, mulher e pintora. Bela, chamada de musa do movimento modernista, foi nossa primeira grande artista contemporânea.
Ele passou a maior parte da vida entre livros: “Eles me deram o sentido da história. São a vida em comprimidos.” Cavou fundo atrás de nossas raízes. Explicou o Brasil. No fim da vida se definia apenas como “o pai do Chico”.
Mulato e pobre, sofreu preconceito. Precursor do modernismo. Estilo nu e cru. Rebelde. “O mais brasileiro dos nossos romancistas”, segundo Agrippino Grieco.
Versátil pintor, desenhista, cenógrafo e poeta, Ismael Nery não viveu o reconhecimento de sua obra. Paraense de Belém, nasceu em 1900 e morreu jovem, aos 33 anos, a 6 de abril de 1934, de tuberculose.
Itapira, interior paulista, 1917. Jovem de 25 anos publica livro que já reúne traços do nacionalismo que o Movimento Modernista consagraria anos mais tarde.