Não bastavam a escravidão, os açoites e as condições subumanas com as quais os negros eram tratados. Em 10 de junho de 1835, uma lei determinou a pena de morte para “escravos ou escravas que matarem por qualquer maneira que seja, propinarem veneno, ferirem gravemente ou fizerem outra qualquer grave ofensa física a seu senhor, [...]
Neste mês de setembro, faz 328 anos que ganhou as brenhas de Palmares certo Fernão Carrilho. Palmares eram as matas fechadas ao sul de Pernambuco (hoje Alagoas), onde se havia formado um quilombo de quase 10 mil rebeldes.
Lá por 1830 um pai pegou o filho pela mão: “Vou te levar pra conhecer um barco que atracou na Bahia.” Não era habitual aquele pai branco levar a passeio o menino negro (teria dez anos). Entregou-o a outros homens, nada amistosos. Estes o repassaram a outros, no porto de Santos. Amarrado a peças grandes e pequenas, subiu a Mantiqueira.
O português José de Seixas Magalhães, dono de fabricação e comércio de malas, poderia passar despercebido na história nacional caso não tivesse uma chácara na zona sul carioca.
No Rio de Janeiro, em fins do século 19, Cândido da Fonseca Galvão, ou Dom Obá II, torna-se um dos pioneiros na luta pela igualdade racial no Brasil.
o começo de 1887, uma procissão incrível percorreu o centro de São Paulo. Entre os andores dos santos, se viam instrumentos de tortura. Gargalheiras, grilhões, cangas, relhos, anéis de apertar os dedos (ironicamente chamados “anjinhos”), palmatórias.
As condições eram tão trágicas, que os navios se chamavam tumbeiros (de tumba). Muitos cativos andavam quilômetros, mal alimentados, antes de embarcarem, com mãos e pés acorrentados, em porões nos quais se amontoavam até 600: um em cada quatro morria na viagem de dois meses.
Em Atenas, na era de Péricles (495-429 a. C.), havia 410 mil habitantes; 350 mil deles, escravos; cada cidadão livre dispunha de oito ou nove…