8 DE DEZEMBRO - DIA DO CRONISTA ESPORTIVO
Quem tinha medo de Thomaz Mazzoni?

Thomaz Mazzoni
Perguntaram a Thomaz Mazzoni, o Olimpicus, se sabia o nome do estádio em que Brasil e Argentina jogaram em 1920. Resposta:
“Não gosto de lembrar esse dia. Briguei tanto em Buenos Aires por causa da seleção, que acabei preso.”
Não só sabia, como tinha vivido tudo em matéria de esporte brasileiro. Mazzoni nasceu na Itália em 1900 e veio menino para o Brasil. Em 1920, começou a trabalhar no São Paulo Esportivo. Na Gazeta Esportiva, como redator-chefe, renovou o jornalismo esportivo. Criava apelidos para os times. Em 1929, o Corinthians bate o Barracas, da Argentina. Mazzoni chama os jogadores de mosqueteiros. O mosqueteiro virou até mascote do clube. O Aurélio registra mosqueteiro: sinônimo de corintiano.
Em 1930, um clube da zona leste paulistana estréia na divisão principal. Mazzoni apelida-o de Moleque Travesso, eternizado como símbolo do Juventus.
Defensor ferrenho do futebol brasileiro, chegou a dar informação a Pio XII sobre o Palmeiras. Foi um dos brasileiros que mais viu jogos da seleção: umas duzentas exibições. Naturalizado brasileiro em 1945, Mazzoni foi nosso primeiro historiador e crítico de futebol. Publicou a primeira crônica em 18 de novembro de 1930: Desonestidade e Incompetência. A última, no dia de sua morte, 14 de janeiro de 1970: Quem terá medo de quem.
Tags: Cronista, esporte, futebol, Thomaz Mazzoni



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