9 de fevereiro - dia do surfe
Esporte de rei faz dos súditos Deuses do mar
Segundo lenda havaiana, Moikeha, rei do Taiti, foi o primeiro polinésio a chegar ao Havaí para surfar. Considerada atividade nobre, o surfe tinha raízes religiosas e culturais.
Em 1778, o capitão James Cook, da Marinha Real Britânica, deixa o primeiro registro do surfe. Descreve cenas em que indígenas nus deslizam em alta velocidade sobre ondas de quatro a cinco metros de altura, em Waimea, no Havaí.
Até o início do século 20, o esporte permaneceu desconhecido. Nas Olimpíadas de 1912, em Estocolmo, o surfista havaiano Duke Kahanamoku ganhou medalha de ouro na natação, quebrando recorde mundial nos 100 metros estilo livre; e outra de prata, no revezamento 4 x 200. A partir daí, o mundo descobriu o surfe e Duke popularizou o esporte.
No Brasil, turistas trouxeram as primeiras pranchas, chamadas de tábuas havainas. Em 1938, a partir da matéria de uma revista americana, que dava medidas e o tipo de madeira a usar, os paulistas Osmar Gonçalves, João Roberto e Júlio Putz fabricaram a primeira prancha brasileira. Pesava 80 kg e media 3m60.Na metade da década de 1950, as pesadas pranchas passaram a ser substituídas por outras mais leves, de fibra de vidro e poliuretano. Em 1970, o que mandava no surfe era o estilo. Na década de 1980, ocorreu a explosão comercial. Nos anos 1990, as pranchas passaram a ser mais leves ainda, aumentando a velocidade dos surfistas, que passaram a realizar manobras inimagináveis. Nos últimos anos as longboarders (pranchões) ressurgiram com os surfistas mais antigos, promovendo uma mistura de gerações.
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