3 DE JULHO - DIA DO COMBATE À DISCRIMINAÇÃO RACIAL
Em Palmares, até brancos lutavam contra a opressão branca
Acredita-se que o Quilombo dos Palmares surgiu no século 16, com 40 negros sublevados de um engenho em Porto Calvo, no atual estado de Alagoas. Ocupava área na capitania de Pernambuco, correspondente hoje à Serra da Barriga, Alagoas. A população chegou a quase 30 mil pessoas. A maioria, negros; mas também índios, mamelucos; e até brancos: soldados desertores, lavradores expulsos de terras. Gente rebelada contra a opressão das elites agrárias brancas. Inúmeras expedições tentaram destruir Palmares.
No Quilombo, além de escapar da escravidão, os negros tentavam recuperar suas raízes culturais. Ganga-Zumba, primeiro chefe, era tio de Zumbi. Em 1677, Palmares trava dura guerra contra tropas da Coroa, que fazem dezenas de prisioneiros. Entre eles, dois filhos de Ganga-Zumba, netos, sobrinhos. Em 1678, o governador de Pernambuco propõe “união, bom tratamento e terras”, além de devolver prisioneiros.
Ganga-Zumba assina o tratado, recebe terras, onde se estabelece com seguidores. Palmarinos liderados por Zumbi renegam o acordo e ficam no Quilombo. Ganga-Zumba morre envenenado. Zumbi lidera a resistência por 14 anos. Em 1695, o Quilombo é destruído e Zumbi morre numa emboscada. Vira herói nacional. Símbolo da luta contra a discriminação racial.
Tags: Antônio Pitanga, Cacá Diegues, discriminação, escravidão, Ganga zumba, Luiza Maranhão, Palmares, Porto Calvo, preconceito, Racismo, Serra da Barriga, Zumbi



Carregando... 


- 2008, Andreato Comunicação e Cultura