Almanaque Brasil


19 DE FEVEREIRO - DIA DO ESPORTISTA

Djalma só precisa de 90 minutos para provar que é craque

{fevereiro de 2005}
Djalma Santos, em 1966.

Djalma Santos, em 1966.

Djalma Santos tinha 19 anos quando trocou a várzea pela Portuguesa de Desportos, em 1948. O sapateiro do bairro da Quarta Parada, em São Paulo, começou como volante, sem muito brilho. Tentou a lateral-direita. Ao largar os gramados, no início dos anos 1970, figurava em qualquer enquete internacional como maior lateral-direito de todos os tempos.
Jogou por mais de dez anos com a camisa da Portuguesa. Talento reconhecido, nunca chegou a campeão paulista. Em 1958, vai para o Palmeiras, que o consagra. Em tempos do Santos de Pelé, ele conquistaria três títulos paulistas com a camisa verde: 1959, 1963 e 1966.
Foi na Seleção Brasileira que Djalma Santos entrou para a história. Foi titular do time no mundial da Suíça, em 1954. Quatro anos mais tarde, passou a maior parte da Copa no banco. Só entrou em campo na final, contra a anfitriã Suécia. Noventa minutos bastaram para que fosse eleito o melhor lateral-direito da Copa de 1958.
Em 1962, no Chile, torna-se bicampeão mundial. Disputa ainda a quarta Copa do Mundo, em 1966. Conhecido pela paixão e garra com que defendia seus clubes, só foi vestir sua terceira e última camisa em 1969. Pelo Atlético Paranaense, foi campeão estadual, em 1970.
Aposentou-se pouco tempo depois e passou a ensinar crianças a jogar.

Felipe Zylbersztajn
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