Almanaque Brasil


22 DE NOVEMBRO - DIA DA MÚSICA

Cláudio fez música para ver e pintura para ouvir

{novembro de 2003}
Cláudio Santoro, da Amazônia às melhores orquestras do mundo.

Cláudio Santoro, da Amazônia às melhores orquestras do mundo.

Dicionários internacionais de música contêm verbetes sobre o amazonense Cláudio Santoro. Um dos maiores compositores brasileiros de música contemporânea, tem no currículo mais de 20 prêmios, entre eles o Internacional da Paz, com sua Canção de Amor e Paz (1952).
Mãe pianista e pai que tocava vários instrumentos, aprendeu violino com 11 anos em Manaus, onde nasceu em 23 de novembro de 1919. Aos 13 anos, já estudava no Rio com ajuda do governo do Amazonas.
Santoro regeu as melhores orquestras da Europa; na Alemanha, atuou como compositor, regente e professor. Por sua ligação com o Partido Comunista, durante a ditadura viveu exilado por 13 anos, entre 1965 e 1978.
Trabalhou na Universidade de Brasília, onde criou o departamento de música, e ajudou a fundar a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional. Membro da Academia Brasileira de Música, deixou obra extensa e variada, sinfonias, concertos e outras peças para orquestra. Fez música de vanguarda, passou a nacionalista e, a partir de 1960, retomou a vanguarda, fase em que se destaca sua música “visual-pintura-auditiva”. Compôs “quadros aleatórios”, com som gravado em fita magnética e uma parte visual, composta por quadros que ele mesmo pintava.
Cláudio Santoro morreu de forma inesperada, em 1989. Teve um enfarte durante ensaio da orquestra do Teatro Nacional, em Brasília.

Renata Afonso
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