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Jocemar tirou do lixo sobrevivência e invenções E-mail
Escrito por Laís Duarte   

14 de agosto - dia do controle da poluição

Na cabeça de Jocemar Silveira sobravam sonhos. Faltavam oportunidades. Atrás delas, seguiu do Recife para São Paulo. Tornou-se metalúrgico. Era da fábrica que vinha o sustento dos filhos, até que em 1986  perdeu o emprego. Da noite para o dia, o metalúrgico viu-se obrigado a arregaçar as mangas e coletar a sobrevivência no lixo.

O material coletado nas ruas e aterros ocupava um espaço imenso até ser prensado e revendido. Uma prensa era cara demais para seu bolso. Hábil em fazer da necessidade um motor para a criatividade, Jocemar misturou o que aprendeu na fábrica com o próprio instinto.

Com a ajuda dos catadores da cooperativa da qual fazia parte, criou uma prensa de madeira para o lixo reciclável. Em pouco tempo, modernizou a ideia: fez a prensa de ferro, tão produtiva que ganhou até prêmio de inovação da Associação Brasileira da Indústria de PET. Logo vieram mais de 30 encomendas.

No entanto, Jocemar ainda via muita riqueza onde para muitos só há restos. Desenvolveu o redigestor, para aproveitar o gás liberado na decomposição do lixo orgânico, e uma nova prensa ainda mais eficiente. O inventor e os colegas tiram das ruas de São Paulo mais de 30 toneladas de material reciclável por mês. Para distribuir parte do conhecimento acumulado ao longo de 20 anos como educador ambiental, dá palestras. “O meio ambiente sou eu, somos nós. Se eu quiser mudar o mundo, preciso primeiro mudar a mim mesmo”, conclui.

 

 

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