Rua de comércio, casinhas alinhadas, praça, escola, igreja. Poderia ser a mais comum das vilas, não fosse a localização no tempo e no espaço: Amazônia, final dos anos 1920. Foi por causa da borracha para pneus que o norte-americano Henry Ford decidiu ter um seringal no Pará. Só que naqueles 15 mil quilômetros quadrados de selva, onde só havia uma ou outra cabana de palha, “imaginou estar plantando uma civilização, além de seringueira”. Quem analisa é Greg Grandin, autor de livro sobre a Fordlândia, como foi nomeado o povoamento.