O sertanejo se habitua às agruras do sertão. Inácio Pereira gostava do calorzão do interior do Rio Grande do Norte, mas da terra seca conseguia pouco. Faltava comida, remédio, oportunidade. Sem estudo, anos a fio fez tijolos em uma cerâmica de Parelhas, a 232 quilômetros de Natal. Demitido, há 15 anos juntou uma muda de roupa, a foto da filha e migrou para a Paraíba.
Era de encher os olhos ver o mar esverdeado tocando o céu. Na areia, Inácio acabou empurrando um carrinho de picolé, como tantos no litoral brasileiro.